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Perícia sobre as contas do filme Dark Horse

Uma perícia sobre as contas do filme Dark produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, concluiu que os recursos utilizados no longa tiveram origem privada e que não houve emprego de dinheiro público na produção, segundo reportagem publicada pela revista VEJA.O trabalho foi encomendado pela Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme, e elaborado pelo perito Anísio Costa Castelo. O documento foi posteriormente anexado ao inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas relacionadas ao financiamento da produção.Segundo a perícia, não foram identificados recursos provenientes da Lei Rouanet, da Prefeitura de São Paulo ou, indiretamente, do Instituto Conhecer Brasil. A conclusão apresentada é de que o filme teria sido integralmente financiado por investimentos privados.O custo total analisado foi estimado em aproximadamente US$ 13,3 milhões, mais de R$ 75 milhões. Desse montante, cerca de US$ 9,6 milhões corresponderiam a despesas realizadas nos Estados Unidos, enquanto quase US$ 4 milhões teriam sido gastos no Brasil.O documento aponta ainda o fundo americano Havengate Development Fund, sediado no Texas, como responsável por um aporte equivalente ao custo total apontado para o longa. O fundo também teria recebido os cerca de R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro para o projeto.Apesar da conclusão favorável apresentada pela perícia, é importante destacar que se trata de um laudo particular contratado pela própria produtora, e não de uma conclusão definitiva das autoridades. As investigações policiais sobre a origem, movimentação e destino dos recursos continuam em andamento.A própria VEJA destacou que o documento já integra o inquérito criminal. Outras reportagens também apontam que ainda existem questionamentos sobre detalhes dos contratos, investidores e pagamentos relacionados à produção.Fonte: VEJA e Folha de S.Paulo.