Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),quebra sigilo da fonte
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (11) o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim e Diogo Diniz Lima. A medida ocorre após os dois serem identificados como fontes do jornalista maranhense Luís Pablo em investigações da Polícia Federal.A ação é um desdobramento de uma operação anterior, realizada em março, quando Moraes determinou a apreensão de celulares e computadores de Luís Pablo. O jornalista havia publicado reportagens sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por Flávio Dino e seus familiares, alegando irregularidades. Dino nega ilegalidades e defende que o uso segue regras de segurança institucional.A identificação dos informantes foi possível por meio da análise de conversas de WhatsApp nos aparelhos apreendidos do repórter. O episódio gerou reações da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), que manifestaram preocupação com a violação do sigilo da fonte e os riscos à liberdade de imprensa.Diante do avanço do caso, ganhou repercussão uma crítica do ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello. Ao comentar a atuação da Corte e decisões recentes de Moraes em 2025, o magistrado aposentado declarou que tais situações não ocorreram “sequer no regime militar”.O debate central mobiliza entidades de classe que alertam para o precedente criado pela quebra do sigilo jornalístico. O argumento é que a fiscalização de autoridades e a divulgação de dados de interesse público são pilares democráticos que não devem resultar em perseguição a profissionais da comunicação ou a seus informantes.Via: É o mundo

