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A oito meses das eleições presidenciais de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, amplia sua influência ao assumir a relatoria das investigações do caso Master.

A oito meses das eleições presidenciais de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, amplia sua influência ao assumir a relatoria das investigações do caso Master. Essa nova atribuição o coloca em posição central no cenário político e jurídico do país.Atualmente, Mendonça já é responsável pelo caso que apura desvios de verbas de aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Além disso, a partir de junho, ele passará a ser o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a saída de Cármen Lúcia da presidência e a posse de Nunes Marques. A condução de Mendonça nos casos do Master e do INSS será observada de perto por membros do governo Lula, do Congresso e por seus colegas do STF, que buscarão entender sua abordagem.Indicado por Jair Bolsonaro, Mendonça é visto no meio jurídico como um magistrado de perfil técnico. Ele assumiu a relatoria do caso Master após a saída de Dias Toffoli, cujo nome foi citado em celulares de investigados. A decisão foi bem recebida por setores da oposição no Congresso e pela Polícia Federal. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem uma boa relação com Mendonça, e a PF já apresentou um panorama das investigações ao ministro.O acúmulo de poder de Mendonça gera grande expectativa em Brasília, especialmente por envolver casos com potencial para impactar a campanha eleitoral, com indícios de participação de políticos de diversas vertentes. Além da política, o mundo jurídico acompanhará sua atuação para avaliar o estilo que ele trará como vice-presidente do TSE, especialmente após o desgaste de imagem do STF no caso Master. Representações contra o presidente Lula no TSE, por suposta propaganda eleitoral antecipada, serão analisadas antes de junho, e Mendonça terá um voto decisivo.